Fanfics

terça-feira, 4 de dezembro de 2012


(pov Edward)

 

Meus pais me cobravam que eu tomasse iniciativas, que procurasse por Isabella e tentasse um acordo de paz, caso contrário… Que imposesse direitos. Mas eu não me sentia confiante, não mais, após ouvir do lado de fora daquele maldito quarto hospitalar, ela dizer que não suportaria me ver.

Sai daquele hospital aquele dia, após uma última visita ao meu filho no berçario, com o coração partido. Tinha esperanças que um dia ela me procurasse… Ou que permitisse que eu  fosse até ela.

Mas invadir sua vida, derrubar sua parede de proteção, lhe causar dor. Nunca mais.

Preferia sacrificar a mim, por tempo necessário. Até que ela reconhecesse que tinhamos um bebê que precisava de um pai.

Alice me atualizava de tudo, inclusive me passando fotos e mais fotos que Isabella a enviava e ela me repassava clandestinamente. Era incrivel como ele crescia rápido, e de como suas feições iam se tornando cada vez mais presentes. E definitivamente ele tinha traços de Isabella, mas numa versão masculina.

Eu sentia tanta saudade do cheiro dele, de pega-lo no colo. Sentia falta de poder ouvir seu choro, sua risada, seus chiados tipicos de bebê.

No primeiro mês, até tive pesadelos… onde acordava no meio da noite jurando que havia ouvido seu choro.

E confesso invejar a cada casal que passava por mim em algum momento ou lugar durante estes três meses. Eu nunca havia reparado em casais com filhos, e depois de ser pai, de segurar meu filho, eu estava atento a tudo isso. Á todos estes sentimentos.

Estava a ponto de ir até Chicago. Forçar algum encontro com Isabella, e me arriscar. Quando Alice… Mais uma vez Alice, me trouxe a melhor noticia em mais de três meses.

- Bom dia chefe! – Ela entrou sorridente em minha sala.

- Posso saber o motivo do sorrisinho? – Perguntei como todos os outros dias, sem o minimo de humor.

- O mesmo motivo que também vai por um sorriso nesta sua cara emburrada. – Ela dechou de mim. Mas não me importei, de alguma forma meu coração sabia que se tratava de Isabella e meu filho antes mesmo que Alice dissesse.

E então… eu já sorria.

Agora, estamos no jato de meu pai, indo para Chicago. Todos juntos, mais uma vez. Eu, minha mãe e meu pai, Alice… menos a pessoa mais importante, Isabella.

Fui convidado para a cerimonia de batizado de meu filho, mas com a condição de me ‘’comportar’’. Não sabia bem o que significava este ‘comportar’. Mas tinha noção do que se enquandrava nesta condição. Iriamos como convidados comuns, e não como famíliares. Isabella deixou bem claro.


Minha mãe carregou a poltrona ao seu lado no jato de sacolas e mais sacolas de presentes. Uma maneira de extravar a saudade que sentia. Ela, assim como meu pai. Viram, o neto apenas uma vez. E por mais que sofressem, assim como eu, respeitavam minhas decisões.

Eu tinha pela primeira vez o respeito de meu pai. Que após o infarte, havia se tornado um homem de condutas tão diferente ao que fora durante tantos anos.

Agora ele era mais solto, atencioso. E até beijava minha mãe em qualquer lugar, sem vergonha alguma. As vezes isto me constragia. Porém, estava feliz por eles.  Ao menos eram finalmente felizes. Felicidade que eu perdia a esperança a cada dia de um dia ter em minha vida.

Pousamos em Chicago com um lindo dia de sol, era final do verão e inicio da primavera. A cidade estava linda.Tão mais ensolarada e com ares de litoral que NY.

A mansão Salvatore ficava numa area residencial.


O jardim dos fundos estava decorado, com aqueles tipos de lanternas japonesas em cores claras… Azul claro e branco, não me dediquei a descobri mais sobre a decoração. Minha intenção era Isabella e meu pequeno.

Uma mestre de cerimonias nos encaminhou para uma mesa assim que chegamos, e nos entregou um script sobre a cerimonia.

E entres entradas e bebidas, eu me via desconectado do assunto que minha familia conversavam á mesa. Meus olhos buscavam á todo tempo por ‘’minhas’’ pessoas favoritas.

E enfim, fomos encaminhados a cadeiras em torno de uma especie de altar montado com uma bacia branca sobre uma mesa redonda.

 As cadeiras formavam um circulo em torno daquela especie de altar.

Quando tudo começou, só me dei conta de outras pessoas ao altar, quando Isabella entrou segurando ‘’nosso’’ filho, exibindo-o a todos, enquanto ele usava uma especie de bata longa e branca, ela também usava branco. E isso me surpreendeu, já que fiquei sabendo atravez de Alice que ela usava preto a meses.

Ela estava linda, cabelos soltos naturalmente. Usando um longo vestido branco levemente transparentes no comprimento da saia. Podia ver o contorno de suas perfeitas pernas.

Mesmo estando visivelmente mais magra, ainda assim, estava gloriosamente linda.

Ela não me olhou, tinha certeza que ela já havia me visto ali, na primeira fila. E evitava olhar em minha direção.

Eu á amava tanto… meu coração estava sangrando com tanta regeição.

Eu não entendia bem as palavras do padre que em sua maioria eram em latim, e nem entendi quando mergulharam meu menino naquela bacia de mármore com água. Mas era claro que nunca iria entender, nunca fui o cara mais religioso.

No fim da cerimonia, todos aplaudiram e eu imitei os outros. E da mesma forma que entrou, ela saiu, passando próxima a mim, mas sem me olhar. Mantendo aquele sorriso radiante nos lábios, mas dirfaçando algo que não entendia.

Foi quando fomos surpreendido quando Isabella voltou ao altar, mas agora trazendo com ela uma linda garotinha, de cabelos loiros escuros e olhos azuis, poderia dizer que era minha filha, se não tivesse certeza que me precavia e muito bem.

O senhor Salvatore que conversava com o padre, se virou ao ouvir os comentarios da plateia, e vi sua face dura mudar para uma de carinho… ainda mais derretido do que quando Isabella entrou com nosso filho no colo.

A pequena sorria largamente para todos, e desinibida, ela ainda acenava. Eu me vi dando risadas para aquela menina. Que também acenou para mim, ao passar por mim.

Ela pulou no colo do senhor Eleno e todos ouviram quando ela o chamou de ‘’vô Eleno’’.

Ele chorava emocionado, igualmente a Isabella e sua amiga Roselie, que conheci em NY.

Seria impossivel dizer que a maioria dos convidados também não choravam, comovidos com a cena até então confusa. Isso incluia a manteiga derretida da minha mãe e a chorona da Alice, ao meu lado, de braços dados com minha mãe.

- Boa tarde senhores. – O velho Salvatore disse, virarando-se finalmente para os convidados. Fiquei curioso em saber a origem daquela criança.

- Esta aqui a pequena Lexi… Ela é uma criança especial, e minha neta de coração.

- Minha filha também. – Isabella completou, me deixando surpreso. Alice não me contou que ela havia adotado uma criança!

- Como muitos sabem, minha esposa e eu fundamos a muitos anos atrás um orfanato para crianças de 2 a 12 anos… e Lexi, me apareceu com meses de vida… E no momento que vi esta pequena de olhos azuis, me apaixonei por ela. Na época não achava certo adota-la. Como um velhote como eu iria criar uma dama?

Todos riram de sua colocaçao, inclusive a propria Lexi.

- Então… aprontamos um quarto para ela no orfanato e demos o de melhor, na esperança que uma família de bom coração tivessem a benção de adota-la… mas os anos se passaram e ela esta aqui… E mais uma vez, Isabella… - Me emocionei quando ele abraçou Isabella com carinho. – Me trouxe mais esta alegria… Obrigada menina.

- Então… pelo que acabei de saber, temos mais um membro na familia! – Ele disse por fim, ainda chorando emocionado entre suas risadas de felicidade. – E como tradição de família, esta pequena tem de ser batizada também… Vamos a cerimonia, padre!

Ele finalizou seu pequeno discursso explicativo e voltou-se ao padre, iniciando a cerimonia. Confesso que meu peito estava inflado de orgulho. Sabia que Isabella era uma alma pura, perfeita. Uma mulher que o homem que tivesse a dadiva de tê-la ao seu lado, deveria se sentir honrado, além de o cara mais sortudo do mundo.

Me entristeceu que eu não pude ser este homem. Damon conseguiu o que eu, de forma egoista, distorcia com ideias tão erroneas de um relacionamento, joguei fora.

Babaca! Eu fui um babaca! Tenho certeza que me insultaria pelo resto de minha vida.

Algumas vezes, lembrava-me de como usei a paixão de Isabella para manipular seus desejos, aproveitando-me de seu alcoolismo para usa-la de formas mundanas.

Como no dia que a ofendi sexualmente… e que na época não poderia entender o porque dela ter fugido de mim da maneira que fugiu… e eu ainda fui atrás dela, me achando na razão de exigir algo.

Lembro quando perguntei:

 - Quer conhecer o seu novo endereço? – Ela me encarrou, sorriu e concordou.

Ela era tão manipulavel… E eu fui o canalha que me aproveitei disto. A usei para minhas fantasias sexualmente doentias.

 

(Lembranças ON / POV NARRADOR)

- Me deixa fazer o que eu desejo, Isabella… - Edward gemeu seu pedido no ouvido de Isabella.

- Eu não sei se tenho escolha… - ela murmurou de volta.

- Então diz…

- O que você quer ouvir… - Ela devolveu entre os gemidos, sentindo que seu vestido era levantado e que agora podia sentir o poderoso membro roçar em seu trazeiro, que se impinava para ele de forma constrangedora.

- Diga… - A voz do homem atrás dela mudava de um sussurro para uns dois tons acima e tinha uma forte entonação de comando. – Diga, Bella… Posso te foder com força?

- Acabe com está tortura… - Bella implorou.

Sentiu sua calcinha ser puxada, indo para uma lateral de seu trazeiro…deixando seu sexo livre do tecido rendado. Logo, o membro passeando por sua entrada.

Edward puxou com força o quadril de Isabella contra o dele, empurrando as costas de Isabella para frente, a fazendo colar o peito e rosto no vidro da porta.

- Está pronta… - Isabella não reconhecia aquela voz poderosa que controlava a situação delicosamente constrangedora e ardentemente excitante. Estava bebada demais da primeira vez para lembrar com tantos detalhes a noite que passou com ele em Las Vegas.

- Por favor… - Ela implorou gemendo.  

Ele a invadiu sem avisos e quando ela desiquilibrou ele disse: - Se mantenha de pé Isabella… eu quero te foder nesta posição. – A voz autoriatária ordenou.

(Lembranças Of)

 

Após encerrarem a cerimonia, fomos encaminhados de volta onde estavam servindo os convidados.

Isabella não estava em parte alguma, assim como sua amiga Rose, Eleno Salvatore e a pequena menina, chamda Lexi. Mas a espera acabou quando a cerimonialista os anunciou, e já vestindo outros trajes, ela reapareceu… Usava um vestido na altura do joelho, um luxuoso vestido de coquetel, e uma jovem ao lado, provavelmente a babá segurava nosso filho, também já com outras roupas… estava tão lindo, vestido como um pagem.

Eu me levantei, virei-me para ela… E no momento que nosso olhos se cruzaram, por poucos segundos, senti algo que não consigo explicar bem… Mas meu coração partido palpitava de forma desconcertante. Com certeza meu peito deveria estar subindo e descendo como se tivesse corrido uma maratona, mas não me importava com a vergonha.

 Senti as mãos de minha mãe passarem por meus ombros, mas não me dei o trabalho de virar-me para ela, meus olhos estavam enfeitiçados por Isabella… Como uma atração perigosa entre a Phenix e o sol… Queima, mas assim me sinto vivo.

E entre a multidão que os cercavam para cumprimeta-los… eu tentei me aproximar, mas fui impedido por minha mãe mais uma vez.

- Espera que ela se sinta á vontade e venha até nós. – Ela disse, respeitei e me sentei mais uma vez. Virando o copo de água a aminha frente, minha garganta estava seca, era a ansiedade me torturando.

Meu pai puxou algum assunto e minha mãe e Alice se puseram a conversarem, mas eu não ouvia o que eles diziam… estava a ponto correr dali, passar por Isabella e nosso filho, pega-los e fugir… Um sequestro relampago, talvez ajudasse.

Loucura! Insanidade total.

Um garçon passou pela mesa oferecendo champanhe, eu estendi o braço e aceitei uma taça, mas minha mãe me olhou preocupada.

- Tudo bem… apenas uma taça. – Eu garanti. Não era mais aquele cara que bebia e metia os pés pelas mãos. – Sempre estragando tudo não é Cullen!  Isabella me disserá uma vez. Eu mudei, as coisas mudaram.

Foi só quando ouvi a voz rouca do senhor Salvatore a minhas costas que eu suspirei pesado e controlei meus anseios. Sabia que ao seu lado, estava Isabella com meu filho, e provavelmente sua nova filha. A família estava completa, ou quase.

- Boa noite Eleno. – Meu pai se levantou, apertou a mão do velho. Só então vi que já havia anoitecido.

- Boa noite Carlisle… - Ele disse, virei-me e encarei Isabella, e fingindo não perceber meus olhares a mulher ao seu lado ele continuo. – Boa noite Esme, a cada ano mais encantadora.

- Obrigada Eleno... e você cada vez mais galante. – Minha mãe sorriu para o velhaco maluco. Riram falsamente até que ele se virou em minha direção.

- Boa noite Edward. – Ele estendeu sua mão para mim, e se aproximou. – Se magoa-la mais uma vez, eu mato você. – Ele sussurrou bem proximo ao meu rosto.

- Boa noite Eleno. – Eu respondi depois de engolir minha saliva cortante do momento.

- Bom, como viram mais cedo… Esta é Alexia, ou melhor… Lexi. Minha netinha de coração. – Eleno passou a sua frente a menina que sorria tão linda. – Minha querida Isabella… - Ele pôs a mão sobre o ombro da mulher da minha vida. – Vocês conhecem muito bem…

- Ola Carlisle… - Isabella disse, olhou para minha mãe e deu dois passos a frente e á abraçou como se o tempo e a distância não as tivessem atingido. – Bom te ver Esme.

- Amiga. – Alice pulou a frente de Isabella quando minha mãe soltou-se de seu abraço.

- Ola Alice… é otimo te ver aqui.

- Oh claro. – Alice respondeu, e elas teriam imendado um assunto paralelo se todos na mesa não estivessem claramente esperando sua reação a minha presença. Ela notou e retomando sua postura ela virou-se para mim.

- Ola Edward. – Ela me encarou.

Eu queria simplesmente beijar seus lábios… ao invés de ouvi-los pronunciar palavras tão desnecessárias, mas tudo que fiz foi pegar sua mão, sem sua permição,  e leva-la até meus lábios, e como um cavalheiro eu a beijei com carinho. Sentindo meu corpo todo arrepiar-se.

- Ola Isabella… esta linda. – Seus olhos se prenderam aos meus e por alguns segundos não existia mais ninguém a nossa volta. O silencio nos abraçava, eramos apenas nós dois.

- Você também esta otimo. – Ela disse, limpando sua garganta. Seus olhos voltaram-se brevemente para nosso filho no colo da babá ao seu lado.

- Posso segura-lo? – Eu perguntei sem mais aguentar esperar por tanto.

Ela olhou a todos a nossa mesa, e o silencio não mais nos cercava… Todos os ruidos e conversas das pessoas a nossa volta, faziam-se presentes. E eu já sentia falta do contato com sua pele, logo após ela soltar sua mão da minha.

- É claro. – Ela disse por fim. E faz sinal para sua babá, que se aproximou de mim. Eu peguei aquele menino em meus braços mais uma vez.

Após tantos meses privado deste contato.

- Ola pequeno. – Minha palavras saiam expremidas em minha garganta inchada… o choro estava a ponto de irromper, fazendo que minha garganta se apertasse cada vez mais.

- Carlisle… - Eleno virou-se para meu pai. – Venha comigo, vou lhe apresentar uma família muito importante.

- É claro – Meu pai respondeu, e puxando minha mãe pelo braço ele disse. – Venha Esme, nos acompanhe.

- Então você é a Lexi… você é linda, quer me mostrar seu quarto? Fiquei sabendo que você tem uma casa de bonecas enorme. – Alice deu a mão a Lexi, e a tirou também da mesa, e a babá as seguiu.

E então, estavamos apenas nós… Eu, Isabella e nosso filho.

- Ele esta tão grande. – Sussurrei.

- Esta sim. – Isabella disse orgulhosa.

Foi então, que com certa dificuldade levantei meu olhar para ela, e me perdi em seus olhos tristes.

- Eu ainda te amo Isabella, te amo ainda mais… - Dizer diretamente o que eu dizia as suas fotos, não foi dificil, foi a parte mais facil, tenho certeza… O dificil estava por vir.

Mas antes de tudo, eu sentia a grande necessidade de expor em palavras o que nunca consegui dizer a ela… Eu á amava loucamente a cada dia, e a cada dia distante dela, eu me sentia ainda mais um nada… Estava vazio, coração destruido. E só ela iria me curar.

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