(pov Edward)
Meus pais me cobravam que eu tomasse iniciativas, que
procurasse por Isabella e tentasse um acordo de paz, caso contrário… Que
imposesse direitos. Mas eu não me sentia confiante, não mais, após ouvir do
lado de fora daquele maldito quarto hospitalar, ela dizer que não suportaria me
ver.
Sai daquele hospital aquele dia, após uma última visita ao
meu filho no berçario, com o coração partido. Tinha esperanças que um dia ela
me procurasse… Ou que permitisse que eu
fosse até ela.
Mas invadir sua vida, derrubar sua parede de proteção, lhe
causar dor. Nunca mais.
Preferia sacrificar a mim, por tempo necessário. Até que ela
reconhecesse que tinhamos um bebê que precisava de um pai.
Alice me atualizava de tudo, inclusive me passando fotos e
mais fotos que Isabella a enviava e ela me repassava clandestinamente. Era
incrivel como ele crescia rápido, e de como suas feições iam se tornando cada
vez mais presentes. E definitivamente ele tinha traços de Isabella, mas numa
versão masculina.
Eu sentia tanta saudade do cheiro dele, de pega-lo no colo.
Sentia falta de poder ouvir seu choro, sua risada, seus chiados tipicos de
bebê.
No primeiro mês, até tive pesadelos… onde acordava no meio
da noite jurando que havia ouvido seu choro.
E confesso invejar a cada casal que passava por mim em algum
momento ou lugar durante estes três meses. Eu nunca havia reparado em casais
com filhos, e depois de ser pai, de segurar meu filho, eu estava atento a tudo
isso. Á todos estes sentimentos.
Estava a ponto de ir até Chicago. Forçar algum encontro com
Isabella, e me arriscar. Quando Alice… Mais uma vez Alice, me trouxe a melhor
noticia em mais de três meses.
- Bom dia chefe! – Ela entrou sorridente em minha sala.
- Posso saber o motivo do sorrisinho? – Perguntei como todos
os outros dias, sem o minimo de humor.
- O mesmo motivo que também vai por um sorriso nesta sua
cara emburrada. – Ela dechou de mim. Mas não me importei, de alguma forma meu
coração sabia que se tratava de Isabella e meu filho antes mesmo que Alice
dissesse.
E então… eu já sorria.
Agora, estamos no jato de meu pai, indo para Chicago. Todos
juntos, mais uma vez. Eu, minha mãe e meu pai, Alice… menos a pessoa mais
importante, Isabella.
Fui convidado para a cerimonia de batizado de meu filho, mas
com a condição de me ‘’comportar’’. Não sabia bem o que significava este
‘comportar’. Mas tinha noção do que se enquandrava nesta condição. Iriamos como
convidados comuns, e não como famíliares. Isabella deixou bem claro.
…
Minha mãe carregou a poltrona ao seu lado no jato de sacolas
e mais sacolas de presentes. Uma maneira de extravar a saudade que sentia. Ela,
assim como meu pai. Viram, o neto apenas uma vez. E por mais que sofressem,
assim como eu, respeitavam minhas decisões.
Eu tinha pela primeira vez o respeito de meu pai. Que após o
infarte, havia se tornado um homem de condutas tão diferente ao que fora
durante tantos anos.
Agora ele era mais solto, atencioso. E até beijava minha mãe
em qualquer lugar, sem vergonha alguma. As vezes isto me constragia. Porém,
estava feliz por eles. Ao menos eram
finalmente felizes. Felicidade que eu perdia a esperança a cada dia de um dia
ter em minha vida.
Pousamos em Chicago com um lindo dia de sol, era final do
verão e inicio da primavera. A cidade estava linda.Tão mais ensolarada e com
ares de litoral que NY.
A mansão Salvatore ficava numa area residencial.
O jardim dos fundos estava decorado, com aqueles tipos de
lanternas japonesas em cores claras… Azul claro e branco, não me dediquei a
descobri mais sobre a decoração. Minha intenção era Isabella e meu pequeno.
Uma mestre de cerimonias nos encaminhou para uma mesa assim
que chegamos, e nos entregou um script sobre a cerimonia.
E entres entradas e bebidas, eu me via desconectado do
assunto que minha familia conversavam á mesa. Meus olhos buscavam á todo tempo
por ‘’minhas’’ pessoas favoritas.
E enfim, fomos encaminhados a cadeiras em torno de uma
especie de altar montado com uma bacia branca sobre uma mesa redonda.
As cadeiras formavam
um circulo em torno daquela especie de altar.
Quando tudo começou, só me dei conta de outras pessoas ao
altar, quando Isabella entrou segurando ‘’nosso’’ filho, exibindo-o a todos,
enquanto ele usava uma especie de bata longa e branca, ela também usava branco.
E isso me surpreendeu, já que fiquei sabendo atravez de Alice que ela usava
preto a meses.
Ela estava linda, cabelos soltos naturalmente. Usando um
longo vestido branco levemente transparentes no comprimento da saia. Podia ver
o contorno de suas perfeitas pernas.
Mesmo estando visivelmente mais magra, ainda assim, estava
gloriosamente linda.
Ela não me olhou, tinha certeza que ela já havia me visto
ali, na primeira fila. E evitava olhar em minha direção.
Eu á amava tanto… meu coração estava sangrando com tanta
regeição.
Eu não entendia bem as palavras do padre que em sua maioria
eram em latim, e nem entendi quando mergulharam meu menino naquela bacia de mármore
com água. Mas era claro que nunca iria entender, nunca fui o cara mais
religioso.
No fim da cerimonia, todos aplaudiram e eu imitei os outros.
E da mesma forma que entrou, ela saiu, passando próxima a mim, mas sem me
olhar. Mantendo aquele sorriso radiante nos lábios, mas dirfaçando algo que não
entendia.
Foi quando fomos surpreendido quando Isabella voltou ao
altar, mas agora trazendo com ela uma linda garotinha, de cabelos loiros
escuros e olhos azuis, poderia dizer que era minha filha, se não tivesse
certeza que me precavia e muito bem.
O senhor Salvatore que conversava com o padre, se virou ao
ouvir os comentarios da plateia, e vi sua face dura mudar para uma de carinho…
ainda mais derretido do que quando Isabella entrou com nosso filho no colo.
A pequena sorria largamente para todos, e desinibida, ela
ainda acenava. Eu me vi dando risadas para aquela menina. Que também acenou
para mim, ao passar por mim.
Ela pulou no colo do senhor Eleno e todos ouviram quando ela
o chamou de ‘’vô Eleno’’.
Ele chorava emocionado, igualmente a Isabella e sua amiga
Roselie, que conheci em NY.
Seria impossivel dizer que a maioria dos convidados também
não choravam, comovidos com a cena até então confusa. Isso incluia a manteiga
derretida da minha mãe e a chorona da Alice, ao meu lado, de braços dados com
minha mãe.
- Boa tarde senhores. – O velho Salvatore disse, virarando-se
finalmente para os convidados. Fiquei curioso em saber a origem daquela
criança.
- Esta aqui a pequena Lexi… Ela é uma criança especial, e
minha neta de coração.
- Minha filha também. – Isabella completou, me deixando
surpreso. Alice não me contou que ela havia adotado uma criança!
- Como muitos sabem, minha esposa e eu fundamos a muitos
anos atrás um orfanato para crianças de 2 a 12 anos… e Lexi, me apareceu com
meses de vida… E no momento que vi esta pequena de olhos azuis, me apaixonei
por ela. Na época não achava certo adota-la. Como um velhote como eu iria criar
uma dama?
Todos riram de sua colocaçao, inclusive a propria Lexi.
- Então… aprontamos um quarto para ela no orfanato e demos o
de melhor, na esperança que uma família de bom coração tivessem a benção de
adota-la… mas os anos se passaram e ela esta aqui… E mais uma vez, Isabella… -
Me emocionei quando ele abraçou Isabella com carinho. – Me trouxe mais esta
alegria… Obrigada menina.
- Então… pelo que acabei de saber, temos mais um membro na
familia! – Ele disse por fim, ainda chorando emocionado entre suas risadas de
felicidade. – E como tradição de família, esta pequena tem de ser batizada
também… Vamos a cerimonia, padre!
Ele finalizou seu pequeno discursso explicativo e voltou-se
ao padre, iniciando a cerimonia. Confesso que meu peito estava inflado de
orgulho. Sabia que Isabella era uma alma pura, perfeita. Uma mulher que o homem
que tivesse a dadiva de tê-la ao seu lado, deveria se sentir honrado, além de o
cara mais sortudo do mundo.
Me entristeceu que eu não pude ser este homem. Damon
conseguiu o que eu, de forma egoista, distorcia com ideias tão erroneas de um
relacionamento, joguei fora.
Babaca! Eu fui um babaca! Tenho certeza que me insultaria
pelo resto de minha vida.
Algumas vezes, lembrava-me de como usei a paixão de Isabella
para manipular seus desejos, aproveitando-me de seu alcoolismo para usa-la de
formas mundanas.
Como no dia que a ofendi sexualmente… e que na época não poderia
entender o porque dela ter fugido de mim da maneira que fugiu… e eu ainda fui
atrás dela, me achando na razão de exigir algo.
Lembro quando perguntei:
- Quer conhecer o seu novo
endereço? – Ela me encarrou, sorriu e concordou.
Ela era tão manipulavel… E eu fui o canalha que me
aproveitei disto. A usei para minhas fantasias sexualmente doentias.
(Lembranças ON / POV
NARRADOR)
- Me deixa fazer o que
eu desejo, Isabella… - Edward gemeu seu pedido no ouvido de Isabella.
- Eu não sei se tenho
escolha… - ela murmurou de volta.
- Então diz…
- O que você quer
ouvir… - Ela devolveu entre os gemidos, sentindo que seu vestido era levantado
e que agora podia sentir o poderoso membro roçar em seu trazeiro, que se
impinava para ele de forma constrangedora.
- Diga… - A voz do
homem atrás dela mudava de um sussurro para uns dois tons acima e tinha uma forte
entonação de comando. – Diga, Bella… Posso te foder com força?
- Acabe com está
tortura… - Bella implorou.
Sentiu sua calcinha
ser puxada, indo para uma lateral de seu trazeiro…deixando seu sexo livre do
tecido rendado. Logo, o membro passeando por sua entrada.
Edward puxou com força
o quadril de Isabella contra o dele, empurrando as costas de Isabella para
frente, a fazendo colar o peito e rosto no vidro da porta.
- Está pronta… -
Isabella não reconhecia aquela voz poderosa que controlava a situação delicosamente
constrangedora e ardentemente excitante. Estava bebada demais da primeira vez
para lembrar com tantos detalhes a noite que passou com ele em Las Vegas.
- Por favor… - Ela
implorou gemendo.
Ele a invadiu sem avisos
e quando ela desiquilibrou ele disse: - Se mantenha de pé Isabella… eu quero te
foder nesta posição. – A voz autoriatária ordenou.
(Lembranças Of)
Após encerrarem a cerimonia, fomos encaminhados de volta
onde estavam servindo os convidados.
Isabella não estava em parte alguma, assim como sua amiga
Rose, Eleno Salvatore e a pequena menina, chamda Lexi. Mas a espera acabou
quando a cerimonialista os anunciou, e já vestindo outros trajes, ela
reapareceu… Usava um vestido na altura do joelho, um luxuoso vestido de
coquetel, e uma jovem ao lado, provavelmente a babá segurava nosso filho,
também já com outras roupas… estava tão lindo, vestido como um pagem.
Eu me levantei, virei-me para ela… E no momento que nosso
olhos se cruzaram, por poucos segundos, senti algo que não consigo explicar bem…
Mas meu coração partido palpitava de forma desconcertante. Com certeza meu
peito deveria estar subindo e descendo como se tivesse corrido uma maratona,
mas não me importava com a vergonha.
Senti as mãos de
minha mãe passarem por meus ombros, mas não me dei o trabalho de virar-me para
ela, meus olhos estavam enfeitiçados por Isabella… Como uma atração perigosa
entre a Phenix e o sol… Queima, mas assim me sinto vivo.
E entre a multidão que os cercavam para cumprimeta-los… eu
tentei me aproximar, mas fui impedido por minha mãe mais uma vez.
- Espera que ela se sinta á vontade e venha até nós. – Ela disse,
respeitei e me sentei mais uma vez. Virando o copo de água a aminha frente,
minha garganta estava seca, era a ansiedade me torturando.
Meu pai puxou algum assunto e minha mãe e Alice se puseram a
conversarem, mas eu não ouvia o que eles diziam… estava a ponto correr dali,
passar por Isabella e nosso filho, pega-los e fugir… Um sequestro relampago, talvez
ajudasse.
Loucura! Insanidade total.
Um garçon passou pela mesa oferecendo champanhe, eu estendi
o braço e aceitei uma taça, mas minha mãe me olhou preocupada.
- Tudo bem… apenas uma taça. – Eu garanti. Não era mais
aquele cara que bebia e metia os pés pelas mãos. – Sempre estragando tudo não é Cullen! – Isabella me disserá uma vez. Eu mudei, as
coisas mudaram.
Foi só quando ouvi a voz rouca do senhor Salvatore a minhas
costas que eu suspirei pesado e controlei meus anseios. Sabia que ao seu lado,
estava Isabella com meu filho, e provavelmente sua nova filha. A família estava
completa, ou quase.
- Boa noite Eleno. – Meu pai se levantou, apertou a mão do
velho. Só então vi que já havia anoitecido.
- Boa noite Carlisle… - Ele disse, virei-me e encarei
Isabella, e fingindo não perceber meus olhares a mulher ao seu lado ele continuo.
– Boa noite Esme, a cada ano mais encantadora.
- Obrigada Eleno... e você cada vez mais galante. – Minha mãe
sorriu para o velhaco maluco. Riram falsamente até que ele se virou em minha
direção.
- Boa noite Edward. – Ele estendeu sua mão para mim, e se
aproximou. – Se magoa-la mais uma vez, eu mato você. – Ele sussurrou bem
proximo ao meu rosto.
- Boa noite Eleno. – Eu respondi depois de engolir minha
saliva cortante do momento.
- Bom, como viram mais cedo… Esta é Alexia, ou melhor… Lexi.
Minha netinha de coração. – Eleno passou a sua frente a menina que sorria tão
linda. – Minha querida Isabella… - Ele pôs a mão sobre o ombro da mulher da
minha vida. – Vocês conhecem muito bem…
- Ola Carlisle… - Isabella disse, olhou para minha mãe e deu
dois passos a frente e á abraçou como se o tempo e a distância não as tivessem
atingido. – Bom te ver Esme.
- Amiga. – Alice pulou a frente de Isabella quando minha mãe
soltou-se de seu abraço.
- Ola Alice… é otimo te ver aqui.
- Oh claro. – Alice respondeu, e elas teriam imendado um
assunto paralelo se todos na mesa não estivessem claramente esperando sua
reação a minha presença. Ela notou e retomando sua postura ela virou-se para mim.
- Ola Edward. – Ela me encarou.
Eu queria simplesmente beijar seus lábios… ao invés de
ouvi-los pronunciar palavras tão desnecessárias, mas tudo que fiz foi pegar sua
mão, sem sua permição, e leva-la até
meus lábios, e como um cavalheiro eu a beijei com carinho. Sentindo meu corpo
todo arrepiar-se.
- Ola Isabella… esta linda. – Seus olhos se prenderam aos
meus e por alguns segundos não existia mais ninguém a nossa volta. O silencio
nos abraçava, eramos apenas nós dois.
- Você também esta otimo. – Ela disse, limpando sua
garganta. Seus olhos voltaram-se brevemente para nosso filho no colo da babá ao
seu lado.
- Posso segura-lo? – Eu perguntei sem mais aguentar esperar
por tanto.
Ela olhou a todos a nossa mesa, e o silencio não mais nos
cercava… Todos os ruidos e conversas das pessoas a nossa volta, faziam-se
presentes. E eu já sentia falta do contato com sua pele, logo após ela soltar
sua mão da minha.
- É claro. – Ela disse por fim. E faz sinal para sua babá,
que se aproximou de mim. Eu peguei aquele menino em meus braços mais uma vez.
Após tantos meses privado deste contato.
- Ola pequeno. – Minha palavras saiam expremidas em minha
garganta inchada… o choro estava a ponto de irromper, fazendo que minha
garganta se apertasse cada vez mais.
- Carlisle… - Eleno virou-se para meu pai. – Venha comigo,
vou lhe apresentar uma família muito importante.
- É claro – Meu pai respondeu, e puxando minha mãe pelo
braço ele disse. – Venha Esme, nos acompanhe.
- Então você é a Lexi… você é linda, quer me mostrar seu
quarto? Fiquei sabendo que você tem uma casa de bonecas enorme. – Alice deu a
mão a Lexi, e a tirou também da mesa, e a babá as seguiu.
E então, estavamos apenas nós… Eu, Isabella e nosso filho.
- Ele esta tão grande. – Sussurrei.
- Esta sim. – Isabella disse orgulhosa.
Foi então, que com certa dificuldade levantei meu olhar para
ela, e me perdi em seus olhos tristes.
- Eu ainda te amo Isabella, te amo ainda mais… - Dizer
diretamente o que eu dizia as suas fotos, não foi dificil, foi a parte mais
facil, tenho certeza… O dificil estava por vir.
Mas antes de tudo, eu sentia a
grande necessidade de expor em palavras o que nunca consegui dizer a ela… Eu á
amava loucamente a cada dia, e a cada dia distante dela, eu me sentia ainda
mais um nada… Estava vazio, coração destruido. E só ela iria me curar.
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