quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
(pov Edward)
Meus pais me cobravam que eu tomasse iniciativas, que
procurasse por Isabella e tentasse um acordo de paz, caso contrário… Que
imposesse direitos. Mas eu não me sentia confiante, não mais, após ouvir do
lado de fora daquele maldito quarto hospitalar, ela dizer que não suportaria me
ver.
Sai daquele hospital aquele dia, após uma última visita ao
meu filho no berçario, com o coração partido. Tinha esperanças que um dia ela
me procurasse… Ou que permitisse que eu
fosse até ela.
Mas invadir sua vida, derrubar sua parede de proteção, lhe
causar dor. Nunca mais.
Preferia sacrificar a mim, por tempo necessário. Até que ela
reconhecesse que tinhamos um bebê que precisava de um pai.
Alice me atualizava de tudo, inclusive me passando fotos e
mais fotos que Isabella a enviava e ela me repassava clandestinamente. Era
incrivel como ele crescia rápido, e de como suas feições iam se tornando cada
vez mais presentes. E definitivamente ele tinha traços de Isabella, mas numa
versão masculina.
Eu sentia tanta saudade do cheiro dele, de pega-lo no colo.
Sentia falta de poder ouvir seu choro, sua risada, seus chiados tipicos de
bebê.
No primeiro mês, até tive pesadelos… onde acordava no meio
da noite jurando que havia ouvido seu choro.
E confesso invejar a cada casal que passava por mim em algum
momento ou lugar durante estes três meses. Eu nunca havia reparado em casais
com filhos, e depois de ser pai, de segurar meu filho, eu estava atento a tudo
isso. Á todos estes sentimentos.
Estava a ponto de ir até Chicago. Forçar algum encontro com
Isabella, e me arriscar. Quando Alice… Mais uma vez Alice, me trouxe a melhor
noticia em mais de três meses.
- Bom dia chefe! – Ela entrou sorridente em minha sala.
- Posso saber o motivo do sorrisinho? – Perguntei como todos
os outros dias, sem o minimo de humor.
- O mesmo motivo que também vai por um sorriso nesta sua
cara emburrada. – Ela dechou de mim. Mas não me importei, de alguma forma meu
coração sabia que se tratava de Isabella e meu filho antes mesmo que Alice
dissesse.
E então… eu já sorria.
Agora, estamos no jato de meu pai, indo para Chicago. Todos
juntos, mais uma vez. Eu, minha mãe e meu pai, Alice… menos a pessoa mais
importante, Isabella.
Fui convidado para a cerimonia de batizado de meu filho, mas
com a condição de me ‘’comportar’’. Não sabia bem o que significava este
‘comportar’. Mas tinha noção do que se enquandrava nesta condição. Iriamos como
convidados comuns, e não como famíliares. Isabella deixou bem claro.
…
Minha mãe carregou a poltrona ao seu lado no jato de sacolas
e mais sacolas de presentes. Uma maneira de extravar a saudade que sentia. Ela,
assim como meu pai. Viram, o neto apenas uma vez. E por mais que sofressem,
assim como eu, respeitavam minhas decisões.
Eu tinha pela primeira vez o respeito de meu pai. Que após o
infarte, havia se tornado um homem de condutas tão diferente ao que fora
durante tantos anos.
Agora ele era mais solto, atencioso. E até beijava minha mãe
em qualquer lugar, sem vergonha alguma. As vezes isto me constragia. Porém,
estava feliz por eles. Ao menos eram
finalmente felizes. Felicidade que eu perdia a esperança a cada dia de um dia
ter em minha vida.
Pousamos em Chicago com um lindo dia de sol, era final do
verão e inicio da primavera. A cidade estava linda.Tão mais ensolarada e com
ares de litoral que NY.
A mansão Salvatore ficava numa area residencial.
O jardim dos fundos estava decorado, com aqueles tipos de
lanternas japonesas em cores claras… Azul claro e branco, não me dediquei a
descobri mais sobre a decoração. Minha intenção era Isabella e meu pequeno.
Uma mestre de cerimonias nos encaminhou para uma mesa assim
que chegamos, e nos entregou um script sobre a cerimonia.
E entres entradas e bebidas, eu me via desconectado do
assunto que minha familia conversavam á mesa. Meus olhos buscavam á todo tempo
por ‘’minhas’’ pessoas favoritas.
E enfim, fomos encaminhados a cadeiras em torno de uma
especie de altar montado com uma bacia branca sobre uma mesa redonda.
As cadeiras formavam
um circulo em torno daquela especie de altar.
Quando tudo começou, só me dei conta de outras pessoas ao
altar, quando Isabella entrou segurando ‘’nosso’’ filho, exibindo-o a todos,
enquanto ele usava uma especie de bata longa e branca, ela também usava branco.
E isso me surpreendeu, já que fiquei sabendo atravez de Alice que ela usava
preto a meses.
Ela estava linda, cabelos soltos naturalmente. Usando um
longo vestido branco levemente transparentes no comprimento da saia. Podia ver
o contorno de suas perfeitas pernas.
Mesmo estando visivelmente mais magra, ainda assim, estava
gloriosamente linda.
Ela não me olhou, tinha certeza que ela já havia me visto
ali, na primeira fila. E evitava olhar em minha direção.
Eu á amava tanto… meu coração estava sangrando com tanta
regeição.
Eu não entendia bem as palavras do padre que em sua maioria
eram em latim, e nem entendi quando mergulharam meu menino naquela bacia de mármore
com água. Mas era claro que nunca iria entender, nunca fui o cara mais
religioso.
No fim da cerimonia, todos aplaudiram e eu imitei os outros.
E da mesma forma que entrou, ela saiu, passando próxima a mim, mas sem me
olhar. Mantendo aquele sorriso radiante nos lábios, mas dirfaçando algo que não
entendia.
Foi quando fomos surpreendido quando Isabella voltou ao
altar, mas agora trazendo com ela uma linda garotinha, de cabelos loiros
escuros e olhos azuis, poderia dizer que era minha filha, se não tivesse
certeza que me precavia e muito bem.
O senhor Salvatore que conversava com o padre, se virou ao
ouvir os comentarios da plateia, e vi sua face dura mudar para uma de carinho…
ainda mais derretido do que quando Isabella entrou com nosso filho no colo.
A pequena sorria largamente para todos, e desinibida, ela
ainda acenava. Eu me vi dando risadas para aquela menina. Que também acenou
para mim, ao passar por mim.
Ela pulou no colo do senhor Eleno e todos ouviram quando ela
o chamou de ‘’vô Eleno’’.
Ele chorava emocionado, igualmente a Isabella e sua amiga
Roselie, que conheci em NY.
Seria impossivel dizer que a maioria dos convidados também
não choravam, comovidos com a cena até então confusa. Isso incluia a manteiga
derretida da minha mãe e a chorona da Alice, ao meu lado, de braços dados com
minha mãe.
- Boa tarde senhores. – O velho Salvatore disse, virarando-se
finalmente para os convidados. Fiquei curioso em saber a origem daquela
criança.
- Esta aqui a pequena Lexi… Ela é uma criança especial, e
minha neta de coração.
- Minha filha também. – Isabella completou, me deixando
surpreso. Alice não me contou que ela havia adotado uma criança!
- Como muitos sabem, minha esposa e eu fundamos a muitos
anos atrás um orfanato para crianças de 2 a 12 anos… e Lexi, me apareceu com
meses de vida… E no momento que vi esta pequena de olhos azuis, me apaixonei
por ela. Na época não achava certo adota-la. Como um velhote como eu iria criar
uma dama?
Todos riram de sua colocaçao, inclusive a propria Lexi.
- Então… aprontamos um quarto para ela no orfanato e demos o
de melhor, na esperança que uma família de bom coração tivessem a benção de
adota-la… mas os anos se passaram e ela esta aqui… E mais uma vez, Isabella… -
Me emocionei quando ele abraçou Isabella com carinho. – Me trouxe mais esta
alegria… Obrigada menina.
- Então… pelo que acabei de saber, temos mais um membro na
familia! – Ele disse por fim, ainda chorando emocionado entre suas risadas de
felicidade. – E como tradição de família, esta pequena tem de ser batizada
também… Vamos a cerimonia, padre!
Ele finalizou seu pequeno discursso explicativo e voltou-se
ao padre, iniciando a cerimonia. Confesso que meu peito estava inflado de
orgulho. Sabia que Isabella era uma alma pura, perfeita. Uma mulher que o homem
que tivesse a dadiva de tê-la ao seu lado, deveria se sentir honrado, além de o
cara mais sortudo do mundo.
Me entristeceu que eu não pude ser este homem. Damon
conseguiu o que eu, de forma egoista, distorcia com ideias tão erroneas de um
relacionamento, joguei fora.
Babaca! Eu fui um babaca! Tenho certeza que me insultaria
pelo resto de minha vida.
Algumas vezes, lembrava-me de como usei a paixão de Isabella
para manipular seus desejos, aproveitando-me de seu alcoolismo para usa-la de
formas mundanas.
Como no dia que a ofendi sexualmente… e que na época não poderia
entender o porque dela ter fugido de mim da maneira que fugiu… e eu ainda fui
atrás dela, me achando na razão de exigir algo.
Lembro quando perguntei:
- Quer conhecer o seu novo
endereço? – Ela me encarrou, sorriu e concordou.
Ela era tão manipulavel… E eu fui o canalha que me
aproveitei disto. A usei para minhas fantasias sexualmente doentias.
(Lembranças ON / POV
NARRADOR)
- Me deixa fazer o que
eu desejo, Isabella… - Edward gemeu seu pedido no ouvido de Isabella.
- Eu não sei se tenho
escolha… - ela murmurou de volta.
- Então diz…
- O que você quer
ouvir… - Ela devolveu entre os gemidos, sentindo que seu vestido era levantado
e que agora podia sentir o poderoso membro roçar em seu trazeiro, que se
impinava para ele de forma constrangedora.
- Diga… - A voz do
homem atrás dela mudava de um sussurro para uns dois tons acima e tinha uma forte
entonação de comando. – Diga, Bella… Posso te foder com força?
- Acabe com está
tortura… - Bella implorou.
Sentiu sua calcinha
ser puxada, indo para uma lateral de seu trazeiro…deixando seu sexo livre do
tecido rendado. Logo, o membro passeando por sua entrada.
Edward puxou com força
o quadril de Isabella contra o dele, empurrando as costas de Isabella para
frente, a fazendo colar o peito e rosto no vidro da porta.
- Está pronta… -
Isabella não reconhecia aquela voz poderosa que controlava a situação delicosamente
constrangedora e ardentemente excitante. Estava bebada demais da primeira vez
para lembrar com tantos detalhes a noite que passou com ele em Las Vegas.
- Por favor… - Ela
implorou gemendo.
Ele a invadiu sem avisos
e quando ela desiquilibrou ele disse: - Se mantenha de pé Isabella… eu quero te
foder nesta posição. – A voz autoriatária ordenou.
(Lembranças Of)
Após encerrarem a cerimonia, fomos encaminhados de volta
onde estavam servindo os convidados.
Isabella não estava em parte alguma, assim como sua amiga
Rose, Eleno Salvatore e a pequena menina, chamda Lexi. Mas a espera acabou
quando a cerimonialista os anunciou, e já vestindo outros trajes, ela
reapareceu… Usava um vestido na altura do joelho, um luxuoso vestido de
coquetel, e uma jovem ao lado, provavelmente a babá segurava nosso filho,
também já com outras roupas… estava tão lindo, vestido como um pagem.
Eu me levantei, virei-me para ela… E no momento que nosso
olhos se cruzaram, por poucos segundos, senti algo que não consigo explicar bem…
Mas meu coração partido palpitava de forma desconcertante. Com certeza meu
peito deveria estar subindo e descendo como se tivesse corrido uma maratona,
mas não me importava com a vergonha.
Senti as mãos de
minha mãe passarem por meus ombros, mas não me dei o trabalho de virar-me para
ela, meus olhos estavam enfeitiçados por Isabella… Como uma atração perigosa
entre a Phenix e o sol… Queima, mas assim me sinto vivo.
E entre a multidão que os cercavam para cumprimeta-los… eu
tentei me aproximar, mas fui impedido por minha mãe mais uma vez.
- Espera que ela se sinta á vontade e venha até nós. – Ela disse,
respeitei e me sentei mais uma vez. Virando o copo de água a aminha frente,
minha garganta estava seca, era a ansiedade me torturando.
Meu pai puxou algum assunto e minha mãe e Alice se puseram a
conversarem, mas eu não ouvia o que eles diziam… estava a ponto correr dali,
passar por Isabella e nosso filho, pega-los e fugir… Um sequestro relampago, talvez
ajudasse.
Loucura! Insanidade total.
Um garçon passou pela mesa oferecendo champanhe, eu estendi
o braço e aceitei uma taça, mas minha mãe me olhou preocupada.
- Tudo bem… apenas uma taça. – Eu garanti. Não era mais
aquele cara que bebia e metia os pés pelas mãos. – Sempre estragando tudo não é Cullen! – Isabella me disserá uma vez. Eu mudei, as
coisas mudaram.
Foi só quando ouvi a voz rouca do senhor Salvatore a minhas
costas que eu suspirei pesado e controlei meus anseios. Sabia que ao seu lado,
estava Isabella com meu filho, e provavelmente sua nova filha. A família estava
completa, ou quase.
- Boa noite Eleno. – Meu pai se levantou, apertou a mão do
velho. Só então vi que já havia anoitecido.
- Boa noite Carlisle… - Ele disse, virei-me e encarei
Isabella, e fingindo não perceber meus olhares a mulher ao seu lado ele continuo.
– Boa noite Esme, a cada ano mais encantadora.
- Obrigada Eleno... e você cada vez mais galante. – Minha mãe
sorriu para o velhaco maluco. Riram falsamente até que ele se virou em minha
direção.
- Boa noite Edward. – Ele estendeu sua mão para mim, e se
aproximou. – Se magoa-la mais uma vez, eu mato você. – Ele sussurrou bem
proximo ao meu rosto.
- Boa noite Eleno. – Eu respondi depois de engolir minha
saliva cortante do momento.
- Bom, como viram mais cedo… Esta é Alexia, ou melhor… Lexi.
Minha netinha de coração. – Eleno passou a sua frente a menina que sorria tão
linda. – Minha querida Isabella… - Ele pôs a mão sobre o ombro da mulher da
minha vida. – Vocês conhecem muito bem…
- Ola Carlisle… - Isabella disse, olhou para minha mãe e deu
dois passos a frente e á abraçou como se o tempo e a distância não as tivessem
atingido. – Bom te ver Esme.
- Amiga. – Alice pulou a frente de Isabella quando minha mãe
soltou-se de seu abraço.
- Ola Alice… é otimo te ver aqui.
- Oh claro. – Alice respondeu, e elas teriam imendado um
assunto paralelo se todos na mesa não estivessem claramente esperando sua
reação a minha presença. Ela notou e retomando sua postura ela virou-se para mim.
- Ola Edward. – Ela me encarou.
Eu queria simplesmente beijar seus lábios… ao invés de
ouvi-los pronunciar palavras tão desnecessárias, mas tudo que fiz foi pegar sua
mão, sem sua permição, e leva-la até
meus lábios, e como um cavalheiro eu a beijei com carinho. Sentindo meu corpo
todo arrepiar-se.
- Ola Isabella… esta linda. – Seus olhos se prenderam aos
meus e por alguns segundos não existia mais ninguém a nossa volta. O silencio
nos abraçava, eramos apenas nós dois.
- Você também esta otimo. – Ela disse, limpando sua
garganta. Seus olhos voltaram-se brevemente para nosso filho no colo da babá ao
seu lado.
- Posso segura-lo? – Eu perguntei sem mais aguentar esperar
por tanto.
Ela olhou a todos a nossa mesa, e o silencio não mais nos
cercava… Todos os ruidos e conversas das pessoas a nossa volta, faziam-se
presentes. E eu já sentia falta do contato com sua pele, logo após ela soltar
sua mão da minha.
- É claro. – Ela disse por fim. E faz sinal para sua babá,
que se aproximou de mim. Eu peguei aquele menino em meus braços mais uma vez.
Após tantos meses privado deste contato.
- Ola pequeno. – Minha palavras saiam expremidas em minha
garganta inchada… o choro estava a ponto de irromper, fazendo que minha
garganta se apertasse cada vez mais.
- Carlisle… - Eleno virou-se para meu pai. – Venha comigo,
vou lhe apresentar uma família muito importante.
- É claro – Meu pai respondeu, e puxando minha mãe pelo
braço ele disse. – Venha Esme, nos acompanhe.
- Então você é a Lexi… você é linda, quer me mostrar seu
quarto? Fiquei sabendo que você tem uma casa de bonecas enorme. – Alice deu a
mão a Lexi, e a tirou também da mesa, e a babá as seguiu.
E então, estavamos apenas nós… Eu, Isabella e nosso filho.
- Ele esta tão grande. – Sussurrei.
- Esta sim. – Isabella disse orgulhosa.
Foi então, que com certa dificuldade levantei meu olhar para
ela, e me perdi em seus olhos tristes.
- Eu ainda te amo Isabella, te amo ainda mais… - Dizer
diretamente o que eu dizia as suas fotos, não foi dificil, foi a parte mais
facil, tenho certeza… O dificil estava por vir.
Mas antes de tudo, eu sentia a
grande necessidade de expor em palavras o que nunca consegui dizer a ela… Eu á
amava loucamente a cada dia, e a cada dia distante dela, eu me sentia ainda
mais um nada… Estava vazio, coração destruido. E só ela iria me curar.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
(POV Narrador)
- Um dia você conhece alguém e se dedica imensamente a essa
pessoa... Você entrega-se à ela com toda alma e coração. Você à ama, o
suficiente á chegar esquecer dos problemas, das dores. De um mundo e pessoas que
só lhe causaram dor. Simplesmente porque este amor lhe faz feliz. Até que um
trágico dia teu mundo desaba e você percebe que cruelmente esta pessoa foi tirada
de você. – Dizia Isabella, enquanto segurava um punhado de rosas vermelhas. Vestida
completamente de preto, frente ao tumulo do homem que lhe amou com verdade.
- E neste dia, você olha pro lado e tenta encontrar refugio.
Um refresco para dor. Mas meu único consolo é olhar para o céu e agradecer da
sorte que tive, ao ter conhecido alguém como Damon e que … - Ela suspirou
fundo, tentando sem sucesso segurar as lágrimas que desciam escondidas por seus
óculos escuros.
Á sua volta, muitas pessoas. Na maioria ela nem conhecia, ou
lembrava. Apenas algumas, dentre elas, a diretora do orfanato que estava
sentada ao lado do senhor Salvatore. Todos com semblantes arrasados… olhando
para o caixão de mogno elegante e ornado por uma enorme coroa de flores.
- Eu estou bem. – Isabella disse quando o pastor lhe foi solícito.
Então ela continuou, percebendo a chegada de Edward, que na companhia dos pais,
misturavam-se aos outros de forma discreta.
- E por ter recebido a dádiva de te-lo em minha vida, mesmo
que por poucos meses… Eu tenho de dizer. – Neste momento, Isabella tinha
certeza que os olhos de Edward estavam fixados nela, mesmo os dele escondidos
também por óculos escuro.
– Que Deus o receba.
– Isabella disse, depositando a primeira rosa sobre o caixão. – Vá em paz, meu
doce Damon, meu amor sublime.
A marcha fúnebre se iniciou… e enquanto as cornetas davam o
dom maior. Os ali presentes jogavam as flores ao mesmo tempo em que o caixão
descia na cova escura.
Isabella sentiu-se tonta… havia dado a luz há apenas três
dias, um parto complicado. Ainda sentia as dores em seu abdômen suturado após a
cesáriana. Ela foi acolhida por Rose e Emmett que estavam mais próximos dela.
Os amigos lhe abraçaram. Mas ela não queria mais ficar ali
até que os coveiros cobrissem o caixão. Seria demais para seu coração.
- Vamos, Tio Eleno. – Ela o chamou, quando percebeu que
todos já caminhavam indo embora.
- Eu vou ficar um pouco mais. – Ele apenas disse, ainda
sentado na cadeira forrada de veludo vermelho, depositada bem em frente ao túmulo
do sobrinho filho.
- Vamos Bella, você precisa descansar… Chris também precisa
de você. – Rose disse, e Isabella assentiu, olhando mais uma vez para o tio
Eleno que tinha suas mãos cruzadas sobre o colo e o olhar fixo na cova escura.
Isabella foi guiada por Rose e Emmett até a limousine, mas
antes de entrar no veículo, ela olhou mais uma vez para trás. Vendo que o tio
Eleno continuava na mesma posição. Olhou para o céu quando o som alto de um
trovão a fez tremer, e como imã, seus olhos foram levados poucos metros á
frente, onde Edward lhe observava, ao lado dos pais que conversavam com algumas
pessoas.
Eles ainda não tinham se falado. Durante os dias no
hospital, após Isabella acordar. Ela não quis a visita dele. Não estava em
condições de encarar mais uma tormenta de frente.
Os pingos grossos da tempestade começava a caia, molhando
seu traje negro, seus cabelos presos num coque, seu corpo magro e recém operado
estava fraco demais para tantas horas de pé… E foi sem perceber que Rose lhe
puxou para dentro da limousine preta, quando suas pernas falhas já não mais a
obedecia.
- Venha amiga… - Rose disse cruzando seus olhos com o do
marido, lhe indicando para onde Isabella olhava antes, e quando Emmett virou
seu rosto, encarou Edward… Que com certeza não percebia que lágrimas solitárias
se misturavam a água da chuva… Edward também precisou ser levado pelos pais
para o carro do outro lado do campo gramado do cemitério.
Já dentro do carro, Isabella secou suas lágrimas e puxou
fundo sua respiração… Tomando forças para continuar, bastava seu luto. Sua dor
velada por dois dias de choro e calmantes. Apenas o pequeno Christian
Salvatore, seu lindo bebê – mas que ela
não pode negar que lamentou não ter os olhos azuis do pai – , somente aquele
pequeno bebê, desprovido de um único fio de cabelo, mas que esboçava um sorriso
reconfortante, para lhe fazer estar de pé.
O dias foram se transformando em semanas… Semanas em meses.
Isabella definhava a cada dia, havia perdido no minimo quatro quilos. Suas
roupas de antes já não lhe serviam mais, tivera de refazer um novo
guarda-roupa, e tristemente, eram todas as peças pretas.
Três meses passados… desde a morte de seu amigo, seu
companheiro, seu amado marido.
Ela nunca mais vira Edward Cullen outra vez, desde o enterro
de Damon, naquela tarde fria do fim de dezembro.
Mas com o fim do ano, um novo ano se iniciou. E Ela tinha
plena consciência de que tinha um filho lindo – que só lhe trazia alegria –
para cuidar.
Esquecendo completamente de suas coisas no apartamento do
Village, Isabella mudou-se de vez para Chicago.
Vivendo na mansão Salvatore, assumiu o habito de tomar chá todas as tardes com o rabugento tio Eleno. Que só
esboçava um sorriso quando estava na presença de seu sobrinho-neto.
- Temos de batiza-lo. – Ele comentou, numa destas tardes,
enquanto ninava o cesto de balanço do bebê.
- Eu não havia pensado nisto. – Isabella confessou, olhando
para o filho.
- Não devemos deixar que uma criança continue pagã por muito
tempo…
- Vou procurar o padre esta semana. – Isabella garantiu,
tomando um gole de seu chá.
- Não precisa. Eu já falei. – O Tio rabugento respondeu, e
sem constrangimento algum, ele continuou. – Vá a igreja e marque a data… pode
ser por estes dias, o padre disse que esta tudo bem… quanto antes batizarmos
este menino, melhor.
Isabella apenas assentiu.
Ela não se sentiu ofendida com a intromissão do Tio Eleno, sabia
que aquele velhote tinha suas convicções. Sua fé em Deus inabalada. E sua
atitude não fora por mal.
X
Uma semana depois.
- Preciso de vocês aqui… - Isabella disse ao telefone com
Alice.
- Eu não sei se é boa ideia… o velho Eleno não gosta muito
de mim. – Alice disse preocupada, lembrando de quando conversou com ele no
hospital, e de como ele foi rude em culpa-la de estar cominada a Edward para
que tirassem o neto dele.
- Deixe de besteira, Alice. – Isabella respondeu, totalmente
inocente do que havia acontecido.
- Vou ver o que posso fazer… eu também quero ver meu
sobrinho.
- Já avisei a Rose, eles devem estar chegando amanhã. Rose
irá me ajudar com algumas coisas por aqui.
- Sei… a madrinha. – Alice disse enciumada.
- Deixe de ser ciumeta… você é quase uma tia. – Isabella
sorriu.
- Quase tia.
- Seria mais se
viesse mais vezes visitar o sobrinho.
- Sabe que as coisas
por aqui andam uma loucura… sem você. Edward parece perdido as vezes, com a
cabeça no mundo da lua… - Alice dizia sobre Edward quando percebeu sua gafe. – Desculpe amiga…
- Tudo bem. – Isabella respondeu com a voz amuada, sentindo
o nó na garganta crescer a cada segundo. Ouvir o nome do homem que ela tentava
a todo custo esquecer, lhe fazia lembrar dolorosamente que talvez ela nunca
seja capaz para tanto. – Bem, é isso… eu preciso desligar.
- Até mais, beije muito Chris por mim.
X
Isabella arrumava seu closet, tentando conseguir espaço para
mais de suas roupas pretas e menores quando caiu do bolso de um casaco creme, o
relógio de ouro.
Pegando a peça em suas mãos, ela observou o brilho dos
vários pontos de diamantes… quando sua mente ficava silenciosa por dois
segundos… deixando para trás os sons vindo da casa… dando espaço ao som da voz
que ela nunca conseguiria tirar de sua mente… De uma das centenas de memórias
marcantes, mesmo as ruins, e quando eram boas, eram ainda mais marcantes…
Suas lembranças a
levaram para um ano atrás, mas precisamente para o apartamento do Village em NY.
(Lembrança on)
- Como estou? – Ela terminou de se arrumar e girou para Edward.
- Esta linda… quase perfeita! – Ele fez um drama, se fingindo
pensativo.
- Quase? Ual! Agora você me magoou… - Isabella sorriu, indo até ele e
segurando a gola de seu terno negro Italiano e beijando os lábios dele de forma
lenta e sensual… Ela estava adorando essa fase de liberdade para beijos.
- Só falta isto para ficar uma perfeita assistente do chefe Cullen! –
Edward disse, mostrando entre os dedos um relógio de pulseira fina e delicada
em ouro amarelo e coberto por pontinhos brilhantes, que só podiam ser
diamantes.
- Oh! É lindo! – Isabella o pegou, mas logo olhou para seu relógio com
o fundo da Hello Kitty ficando triste.
- Não parece que gostou tanto assim… - Ele a encarou nos olhos.
- Gosto do meu relógio. – Ela murmurou.
- Não fica bem uma mulher em sua posição usando um relógio infantil!
(Lembrança of)
- Senhora Isabella! Senhora Isabella… Esta ai? – Isabella
foi trazida ao presente pela voz insistente da babá de Christian, que batia a
porta de seu quarto.
- Eu já vou. – Ela gritou ainda de dentro do closet, e sem
muito jeito embolou as roupas que haviam caído no chão e as jogou sobre uma
cadeira, e pegando o relógio ela o levou para o cofre, onde estavam mais de
suas jóias pouco usadas. Todas presentes de Damon, uma a cada mês. Poucos, mas,
os mais felizes meses de sua vida. A vida de casada com Damon.
- A senhora tem visitas. – A mulher disse, ainda do lado de
fora.
Isabella alegrou-se, e tomada pelo sentimento ela
levantou-se e correu, sabendo bem quem á esperava. Era Rose e Emmett.
- Como eu senti sua falta! – Isabella disse sincera ao
jogar-se nos braços da amiga.
- Eu também senti sua… - Rose respondeu.
- Boa tarde, e sejam bem-vindos! – O tio Eleno disse ao chegar a sala
principal.
- Boa tarde senhor Eleno. – Emmett respondeu, segurando a
bolsa de Rose, que a mesma havia jogado sobre ele quando Isabella desceu as
escadas de encontro a amiga.
- Parece que estamos sobrando né… - Emmett comentou e o
senhor com fama de rabugento esboçou um sorriso para o jovem.
Isabella e Rose continuavam abraçadas e falavam entre si,
animadas.
- Venha comigo – Disse o senhor Eleno. – Você me acompanha
em uma dose de uísque e um bom charuto cubado?
- Mas e claro!
- Nada de charutos tio Eleno… - Isabella disse, quando
Emmett e o velhote que ainda vestia um roupão de seda por cima das calças de
pijama seguiam para o escritório.
-Oh, deixe-os! – Rose deu de ombros. –Assim temos mais tempo
para resolver aquela questão.
Isabella olhou para o tio Eleno mais uma vez, e decidiu
deixa-los a vontade. Precisava mesmo que o tio Eleno não estivesse na sua cola
para ir atrás de seus planos.
- Vamos, eu tenho apenas duas horas até ter de voltar e dar
de mamar. – Isabella puxou a amiga para fora da mansão.
Isabella dirigia um dos carros que pertencia á Damon, um
luxuoso BMW 760Li. Ela nunca havia dirigido o carro. Mas já havia andado com
Damon, e conhecia o veículo.
- Este carro é demais. – Rose disse. Isabella apenas sorriu,
acelerando o potente motor.
Alguns minutos depois, Isabella estacionava na garagem do
prédio do orfanato, sendo recebida com devida atenção pelos funcionários.
Ela vestia calça social preta, blusa de seda também preta
com os punhos dobrados e sapatos de salto preto. Ela ainda mantinha o luto,
quebrando-o apenas pelas jóias de ouro amarelo, porém delicadas. Sua aliança na
mão esquerda junto ao anel solitário com um diamante de causar inveja em
qualquer mulher. Um relógio dourado, ao lado de um fino bracelete. Brincos de
pérola e uma fina corrente com um pingente em forma de coração.
- Ola senhora Salvatore. – A diretora do lugar, a senhora Flowers,
recebeu Isabella com um sorriso simpático. O mesmo que recebeu Isabella durante
inúmeras visitas ao lugar.
- Ola senhora Flowers… Como eu disse, não tenho tempo, onde
ela está? – Isabella dizia enquanto andava para dentro do prédio, com Rose ao
seu lado, que olhava á tudo com curiosidade.
- Ela esta arrumada desde de manhã… - Senhora Flowers dizia
sorrindo. – Você precisa ver como ela esta animada. Esta usando até o vestido
que você á presenteou!
Isabella limitou-se a sorrir… Ela também estava ansiosa.
Caminhavam a passos apressados até a sala da diretora. E ao
abrir a porta, Isabella encontrou a pequena Lexi, que lhe olhou com tanta
espectativa, com um sorriso grande no rosto infantil.
- Tia Bella! – Ela correu para o colo de Isabella.
- Oi pequena… - Isabella beijou as bochechas cheias da
menina. – E então, está pronta?
- Sim! – Ela soltou um gritinho animada.
- Ei menininha… não fala comigo? – Rose disse, aproximando-se
de Lexi.
- Quem é você?
- Eu sou a tia Rose. – Rose respondeu e observou por dois
minutos a menina que teatralmente colocava seu dedo indicador sobre o queixo e
pensava.
- Eu falei sobre ela… a tia Rose, lembra Lexi? – Isabella
perguntou, tentando refrescar a memória da menina.
- Mas é claro! Eu estava só fingindo… - A menina sapeca
gargalhou, depois de pregar sua peça.
- Então… temos de ir. – Isabella voltou a dizer, após olhar
para o relógio. – Chris esta com babá.
- Vamos! – Lexi buscou sua mochila sobre a cadeira e se
postou ao lado de Isabella, lhe dando a mão.
A menina estava tão excitada com toda mudança em sua vida,
que mal podia esperar até começar a viver com sua nova família. Ela lembrava-se
de Isabella grávida, mas ainda não conhecia o bebê Christian Salvatore, seu
futuro irmão.
Era uma alegria tão grande em sua vida, que ela deixou de
lado seu comportamento cabisbaixo desde que soube que seu tio Damon ‘’foi para
céu’’, assim como lhe explicaram. Que ela não o veria mais.
Já dentro do carro, a menina ficou calada e tímida pela
primeira vez, sentada no banco de trás, observando timidamente as telas de
quinze polegadas que tomavam a costa dos assentos do motorista e carona. E que
no momento exibia um episodio de algum desenho animado.
Ela nunca havia entrado num carro tão luxuoso, e muito menos
um carro com TV’s `grudadas` nos bancos.
- Seu vô Eleno mal vai acreditar quando te ver. – Isabella
comentou. Mas estranhou quando Lexi não respondeu. Então ela olhou brevemente
pelo retrovisor e perguntou: - O que te preocupa, minha querida?
- Nada… - A menina deu de ombros.
- Lexi, eu preciso que seja sincera comigo. Você pode falar
comigo o que quiser, lembra?
- Aham… - Ela murmurou.
- Então, o que é? – Isabella perguntou, percebendo que Rose
a olhava de soslaio.
- Será que o vô Eleno vai gostar de me ver?
- Oh, minha querida. Porque acha que que ele não gostaria de
te ver
- É que ele nunca mais foi me ver. Acho que ele não gosta
mais de mim.
- Minha querida Lexi. – Isabella disse, tomando cuidado com
suas palavras e mantendo um sorriso ela suspirou e continuou. – Eu lhe
expliquei, que o vô Eleno é um velhote rabugento e temperamental… E depois que o tio Damon foi pro céu, ele ta
ainda mais rabugento… tenho certeza que você irá alegrar a vida dele.
A menina sorriu acanhada, insegura. Desviou sua atenção para
janela do carro.
…
Isabella estacionou o carro nos fundos da mansão, e como
clandestinas entraram em casa e foram para o andar de cima. Isabella queria
fazer uma surpresa para o velho Salvatore.
E depois de mostrar para Lexi, seu novo quarto. Isabella
deixou a menina sozinha no quarto, conhecendo seu novo espaço, sua nova vida.
- Agora tenho que ir ver meu pequeno, odeio ter de sair e
deixa-lo com a babá. – Isabella disse ao sair do quarto.
- Eu vou procurar por Emmett… - Rose disse, descendo as
escadas.
…
- Oi meu amorzinho. – Isabella entrou no quarto, encontrando
seu filho brincando com os mobiles de seu berço, enquanto a babá lia a uma
revista.
- Ola senhora Salvatore. – A babá levantou-se, guardando a
revista abaixo da almofada da poltrona.
- Como ele está?– Isabella perguntou indo diretamente até o
filho, o pegando no colo e recebendo risadas felizes.
- Ele esteve o tempo todo bem quietinho… - A jovem afirmou.
– Ele mal da trabalho.
Isabella conferiu as fraudas de seu filho, cheirou o menino,
como uma mãe loba. Reconhecendo seu filhote, analisando os cuidados. Mas
estava muito bem perfumado e com fraudas limpas e secas.
Enquanto dava de mamar para seu bebê, ela acarinhava a
cabecinha de seu filho, que já não era desprovida de cabelo, como era quando
ele nasceu.
O lindo Christian crescia forte e saudável a cada dia, se
tornando um bebê gordinho, de bochechas rosadas e olhos verdes como os da mãe.
E sempre sorridente.
- Ele esta tão lindo. – Rose disse, chegando ao quarto sem que
Isabella percebesse sua chegada.
- Esta sim… - Isabella confirmou orgulhosa.
- Emmett e o tio Eleno estão se dando muito bem… estão numa
partida animada de xadrez. –
- Imagino o quanto animada. – Isabella debochou, lembrando o
quanto o tio Eleno fazia Damon se sentir ocioso com estes jogos. Ela sentia
saudade dele todos os dias, em tantos momentos.
Passaram-se alguns minutos e Rose apenas observava Isabella
amamentar e cuidar do filho até que ela tomasse coragem de dizer o que
pretendia.
- Eu não queria dizer isto desta mandeira… mas imaginei
várias formas de começar isso e…
- Não! – Isabella á interrompeu, sabendo onde aquela conversa
chegaria.
- Isa… desculpa, mas você sabe. Lhe apoio em tudo, mas não
posso deixar de dizer isso, você esta cometendo erros…
- Por favor Rose. Eu não posso… não suportaria mais
decepções, não posso expor meu filho a isso e…
- Ele mudou! – Rose exclamou, sem dar chances para desculpa
de Isabella. – E você sabe o que ele estava fazendo no hospital naquele dia… é
um direito dele poder saber mais sobre este menino…
- Não eu sei. – Isabella disse de cabeça baixa, encarando o
filho que acabará de colocar no berço.
- Não minta pra si mesma. Todas sabem… e você não pode ser
diferente.
Isabella chorava quando Rose a abraçou por trás, e beijou a
bochecha da amiga.
- Você tem de se dar uma segunda chance… tem de dar a
‘’ele’’ uma segunda chance de participar no minimo da vida desta criança… ele
já esperou tanto, já foi tão paciente…
- Eu sei. – Isabella disse por fim, limpando suas lágrimas.
É um crime, eu estou
agindo errado
Oh, ele está sob minha
pele
Só me dê algo para me
livrar dele
Eu tenho uma razão
agora para enterrar isto vivo
Outra mentirinha
(Trecho da música Skin - Alexz Johnson)
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