(POV Narrador)
- Um dia você conhece alguém e se dedica imensamente a essa
pessoa... Você entrega-se à ela com toda alma e coração. Você à ama, o
suficiente á chegar esquecer dos problemas, das dores. De um mundo e pessoas que
só lhe causaram dor. Simplesmente porque este amor lhe faz feliz. Até que um
trágico dia teu mundo desaba e você percebe que cruelmente esta pessoa foi tirada
de você. – Dizia Isabella, enquanto segurava um punhado de rosas vermelhas. Vestida
completamente de preto, frente ao tumulo do homem que lhe amou com verdade.
- E neste dia, você olha pro lado e tenta encontrar refugio.
Um refresco para dor. Mas meu único consolo é olhar para o céu e agradecer da
sorte que tive, ao ter conhecido alguém como Damon e que … - Ela suspirou
fundo, tentando sem sucesso segurar as lágrimas que desciam escondidas por seus
óculos escuros.
Á sua volta, muitas pessoas. Na maioria ela nem conhecia, ou
lembrava. Apenas algumas, dentre elas, a diretora do orfanato que estava
sentada ao lado do senhor Salvatore. Todos com semblantes arrasados… olhando
para o caixão de mogno elegante e ornado por uma enorme coroa de flores.
- Eu estou bem. – Isabella disse quando o pastor lhe foi solícito.
Então ela continuou, percebendo a chegada de Edward, que na companhia dos pais,
misturavam-se aos outros de forma discreta.
- E por ter recebido a dádiva de te-lo em minha vida, mesmo
que por poucos meses… Eu tenho de dizer. – Neste momento, Isabella tinha
certeza que os olhos de Edward estavam fixados nela, mesmo os dele escondidos
também por óculos escuro.
– Que Deus o receba.
– Isabella disse, depositando a primeira rosa sobre o caixão. – Vá em paz, meu
doce Damon, meu amor sublime.
A marcha fúnebre se iniciou… e enquanto as cornetas davam o
dom maior. Os ali presentes jogavam as flores ao mesmo tempo em que o caixão
descia na cova escura.
Isabella sentiu-se tonta… havia dado a luz há apenas três
dias, um parto complicado. Ainda sentia as dores em seu abdômen suturado após a
cesáriana. Ela foi acolhida por Rose e Emmett que estavam mais próximos dela.
Os amigos lhe abraçaram. Mas ela não queria mais ficar ali
até que os coveiros cobrissem o caixão. Seria demais para seu coração.
- Vamos, Tio Eleno. – Ela o chamou, quando percebeu que
todos já caminhavam indo embora.
- Eu vou ficar um pouco mais. – Ele apenas disse, ainda
sentado na cadeira forrada de veludo vermelho, depositada bem em frente ao túmulo
do sobrinho filho.
- Vamos Bella, você precisa descansar… Chris também precisa
de você. – Rose disse, e Isabella assentiu, olhando mais uma vez para o tio
Eleno que tinha suas mãos cruzadas sobre o colo e o olhar fixo na cova escura.
Isabella foi guiada por Rose e Emmett até a limousine, mas
antes de entrar no veículo, ela olhou mais uma vez para trás. Vendo que o tio
Eleno continuava na mesma posição. Olhou para o céu quando o som alto de um
trovão a fez tremer, e como imã, seus olhos foram levados poucos metros á
frente, onde Edward lhe observava, ao lado dos pais que conversavam com algumas
pessoas.
Eles ainda não tinham se falado. Durante os dias no
hospital, após Isabella acordar. Ela não quis a visita dele. Não estava em
condições de encarar mais uma tormenta de frente.
Os pingos grossos da tempestade começava a caia, molhando
seu traje negro, seus cabelos presos num coque, seu corpo magro e recém operado
estava fraco demais para tantas horas de pé… E foi sem perceber que Rose lhe
puxou para dentro da limousine preta, quando suas pernas falhas já não mais a
obedecia.
- Venha amiga… - Rose disse cruzando seus olhos com o do
marido, lhe indicando para onde Isabella olhava antes, e quando Emmett virou
seu rosto, encarou Edward… Que com certeza não percebia que lágrimas solitárias
se misturavam a água da chuva… Edward também precisou ser levado pelos pais
para o carro do outro lado do campo gramado do cemitério.
Já dentro do carro, Isabella secou suas lágrimas e puxou
fundo sua respiração… Tomando forças para continuar, bastava seu luto. Sua dor
velada por dois dias de choro e calmantes. Apenas o pequeno Christian
Salvatore, seu lindo bebê – mas que ela
não pode negar que lamentou não ter os olhos azuis do pai – , somente aquele
pequeno bebê, desprovido de um único fio de cabelo, mas que esboçava um sorriso
reconfortante, para lhe fazer estar de pé.
O dias foram se transformando em semanas… Semanas em meses.
Isabella definhava a cada dia, havia perdido no minimo quatro quilos. Suas
roupas de antes já não lhe serviam mais, tivera de refazer um novo
guarda-roupa, e tristemente, eram todas as peças pretas.
Três meses passados… desde a morte de seu amigo, seu
companheiro, seu amado marido.
Ela nunca mais vira Edward Cullen outra vez, desde o enterro
de Damon, naquela tarde fria do fim de dezembro.
Mas com o fim do ano, um novo ano se iniciou. E Ela tinha
plena consciência de que tinha um filho lindo – que só lhe trazia alegria –
para cuidar.
Esquecendo completamente de suas coisas no apartamento do
Village, Isabella mudou-se de vez para Chicago.
Vivendo na mansão Salvatore, assumiu o habito de tomar chá todas as tardes com o rabugento tio Eleno. Que só
esboçava um sorriso quando estava na presença de seu sobrinho-neto.
- Temos de batiza-lo. – Ele comentou, numa destas tardes,
enquanto ninava o cesto de balanço do bebê.
- Eu não havia pensado nisto. – Isabella confessou, olhando
para o filho.
- Não devemos deixar que uma criança continue pagã por muito
tempo…
- Vou procurar o padre esta semana. – Isabella garantiu,
tomando um gole de seu chá.
- Não precisa. Eu já falei. – O Tio rabugento respondeu, e
sem constrangimento algum, ele continuou. – Vá a igreja e marque a data… pode
ser por estes dias, o padre disse que esta tudo bem… quanto antes batizarmos
este menino, melhor.
Isabella apenas assentiu.
Ela não se sentiu ofendida com a intromissão do Tio Eleno, sabia
que aquele velhote tinha suas convicções. Sua fé em Deus inabalada. E sua
atitude não fora por mal.
X
Uma semana depois.
- Preciso de vocês aqui… - Isabella disse ao telefone com
Alice.
- Eu não sei se é boa ideia… o velho Eleno não gosta muito
de mim. – Alice disse preocupada, lembrando de quando conversou com ele no
hospital, e de como ele foi rude em culpa-la de estar cominada a Edward para
que tirassem o neto dele.
- Deixe de besteira, Alice. – Isabella respondeu, totalmente
inocente do que havia acontecido.
- Vou ver o que posso fazer… eu também quero ver meu
sobrinho.
- Já avisei a Rose, eles devem estar chegando amanhã. Rose
irá me ajudar com algumas coisas por aqui.
- Sei… a madrinha. – Alice disse enciumada.
- Deixe de ser ciumeta… você é quase uma tia. – Isabella
sorriu.
- Quase tia.
- Seria mais se
viesse mais vezes visitar o sobrinho.
- Sabe que as coisas
por aqui andam uma loucura… sem você. Edward parece perdido as vezes, com a
cabeça no mundo da lua… - Alice dizia sobre Edward quando percebeu sua gafe. – Desculpe amiga…
- Tudo bem. – Isabella respondeu com a voz amuada, sentindo
o nó na garganta crescer a cada segundo. Ouvir o nome do homem que ela tentava
a todo custo esquecer, lhe fazia lembrar dolorosamente que talvez ela nunca
seja capaz para tanto. – Bem, é isso… eu preciso desligar.
- Até mais, beije muito Chris por mim.
X
Isabella arrumava seu closet, tentando conseguir espaço para
mais de suas roupas pretas e menores quando caiu do bolso de um casaco creme, o
relógio de ouro.
Pegando a peça em suas mãos, ela observou o brilho dos
vários pontos de diamantes… quando sua mente ficava silenciosa por dois
segundos… deixando para trás os sons vindo da casa… dando espaço ao som da voz
que ela nunca conseguiria tirar de sua mente… De uma das centenas de memórias
marcantes, mesmo as ruins, e quando eram boas, eram ainda mais marcantes…
Suas lembranças a
levaram para um ano atrás, mas precisamente para o apartamento do Village em NY.
(Lembrança on)
- Como estou? – Ela terminou de se arrumar e girou para Edward.
- Esta linda… quase perfeita! – Ele fez um drama, se fingindo
pensativo.
- Quase? Ual! Agora você me magoou… - Isabella sorriu, indo até ele e
segurando a gola de seu terno negro Italiano e beijando os lábios dele de forma
lenta e sensual… Ela estava adorando essa fase de liberdade para beijos.
- Só falta isto para ficar uma perfeita assistente do chefe Cullen! –
Edward disse, mostrando entre os dedos um relógio de pulseira fina e delicada
em ouro amarelo e coberto por pontinhos brilhantes, que só podiam ser
diamantes.
- Oh! É lindo! – Isabella o pegou, mas logo olhou para seu relógio com
o fundo da Hello Kitty ficando triste.
- Não parece que gostou tanto assim… - Ele a encarou nos olhos.
- Gosto do meu relógio. – Ela murmurou.
- Não fica bem uma mulher em sua posição usando um relógio infantil!
(Lembrança of)
- Senhora Isabella! Senhora Isabella… Esta ai? – Isabella
foi trazida ao presente pela voz insistente da babá de Christian, que batia a
porta de seu quarto.
- Eu já vou. – Ela gritou ainda de dentro do closet, e sem
muito jeito embolou as roupas que haviam caído no chão e as jogou sobre uma
cadeira, e pegando o relógio ela o levou para o cofre, onde estavam mais de
suas jóias pouco usadas. Todas presentes de Damon, uma a cada mês. Poucos, mas,
os mais felizes meses de sua vida. A vida de casada com Damon.
- A senhora tem visitas. – A mulher disse, ainda do lado de
fora.
Isabella alegrou-se, e tomada pelo sentimento ela
levantou-se e correu, sabendo bem quem á esperava. Era Rose e Emmett.
- Como eu senti sua falta! – Isabella disse sincera ao
jogar-se nos braços da amiga.
- Eu também senti sua… - Rose respondeu.
- Boa tarde, e sejam bem-vindos! – O tio Eleno disse ao chegar a sala
principal.
- Boa tarde senhor Eleno. – Emmett respondeu, segurando a
bolsa de Rose, que a mesma havia jogado sobre ele quando Isabella desceu as
escadas de encontro a amiga.
- Parece que estamos sobrando né… - Emmett comentou e o
senhor com fama de rabugento esboçou um sorriso para o jovem.
Isabella e Rose continuavam abraçadas e falavam entre si,
animadas.
- Venha comigo – Disse o senhor Eleno. – Você me acompanha
em uma dose de uísque e um bom charuto cubado?
- Mas e claro!
- Nada de charutos tio Eleno… - Isabella disse, quando
Emmett e o velhote que ainda vestia um roupão de seda por cima das calças de
pijama seguiam para o escritório.
-Oh, deixe-os! – Rose deu de ombros. –Assim temos mais tempo
para resolver aquela questão.
Isabella olhou para o tio Eleno mais uma vez, e decidiu
deixa-los a vontade. Precisava mesmo que o tio Eleno não estivesse na sua cola
para ir atrás de seus planos.
- Vamos, eu tenho apenas duas horas até ter de voltar e dar
de mamar. – Isabella puxou a amiga para fora da mansão.
Isabella dirigia um dos carros que pertencia á Damon, um
luxuoso BMW 760Li. Ela nunca havia dirigido o carro. Mas já havia andado com
Damon, e conhecia o veículo.
- Este carro é demais. – Rose disse. Isabella apenas sorriu,
acelerando o potente motor.
Alguns minutos depois, Isabella estacionava na garagem do
prédio do orfanato, sendo recebida com devida atenção pelos funcionários.
Ela vestia calça social preta, blusa de seda também preta
com os punhos dobrados e sapatos de salto preto. Ela ainda mantinha o luto,
quebrando-o apenas pelas jóias de ouro amarelo, porém delicadas. Sua aliança na
mão esquerda junto ao anel solitário com um diamante de causar inveja em
qualquer mulher. Um relógio dourado, ao lado de um fino bracelete. Brincos de
pérola e uma fina corrente com um pingente em forma de coração.
- Ola senhora Salvatore. – A diretora do lugar, a senhora Flowers,
recebeu Isabella com um sorriso simpático. O mesmo que recebeu Isabella durante
inúmeras visitas ao lugar.
- Ola senhora Flowers… Como eu disse, não tenho tempo, onde
ela está? – Isabella dizia enquanto andava para dentro do prédio, com Rose ao
seu lado, que olhava á tudo com curiosidade.
- Ela esta arrumada desde de manhã… - Senhora Flowers dizia
sorrindo. – Você precisa ver como ela esta animada. Esta usando até o vestido
que você á presenteou!
Isabella limitou-se a sorrir… Ela também estava ansiosa.
Caminhavam a passos apressados até a sala da diretora. E ao
abrir a porta, Isabella encontrou a pequena Lexi, que lhe olhou com tanta
espectativa, com um sorriso grande no rosto infantil.
- Tia Bella! – Ela correu para o colo de Isabella.
- Oi pequena… - Isabella beijou as bochechas cheias da
menina. – E então, está pronta?
- Sim! – Ela soltou um gritinho animada.
- Ei menininha… não fala comigo? – Rose disse, aproximando-se
de Lexi.
- Quem é você?
- Eu sou a tia Rose. – Rose respondeu e observou por dois
minutos a menina que teatralmente colocava seu dedo indicador sobre o queixo e
pensava.
- Eu falei sobre ela… a tia Rose, lembra Lexi? – Isabella
perguntou, tentando refrescar a memória da menina.
- Mas é claro! Eu estava só fingindo… - A menina sapeca
gargalhou, depois de pregar sua peça.
- Então… temos de ir. – Isabella voltou a dizer, após olhar
para o relógio. – Chris esta com babá.
- Vamos! – Lexi buscou sua mochila sobre a cadeira e se
postou ao lado de Isabella, lhe dando a mão.
A menina estava tão excitada com toda mudança em sua vida,
que mal podia esperar até começar a viver com sua nova família. Ela lembrava-se
de Isabella grávida, mas ainda não conhecia o bebê Christian Salvatore, seu
futuro irmão.
Era uma alegria tão grande em sua vida, que ela deixou de
lado seu comportamento cabisbaixo desde que soube que seu tio Damon ‘’foi para
céu’’, assim como lhe explicaram. Que ela não o veria mais.
Já dentro do carro, a menina ficou calada e tímida pela
primeira vez, sentada no banco de trás, observando timidamente as telas de
quinze polegadas que tomavam a costa dos assentos do motorista e carona. E que
no momento exibia um episodio de algum desenho animado.
Ela nunca havia entrado num carro tão luxuoso, e muito menos
um carro com TV’s `grudadas` nos bancos.
- Seu vô Eleno mal vai acreditar quando te ver. – Isabella
comentou. Mas estranhou quando Lexi não respondeu. Então ela olhou brevemente
pelo retrovisor e perguntou: - O que te preocupa, minha querida?
- Nada… - A menina deu de ombros.
- Lexi, eu preciso que seja sincera comigo. Você pode falar
comigo o que quiser, lembra?
- Aham… - Ela murmurou.
- Então, o que é? – Isabella perguntou, percebendo que Rose
a olhava de soslaio.
- Será que o vô Eleno vai gostar de me ver?
- Oh, minha querida. Porque acha que que ele não gostaria de
te ver
- É que ele nunca mais foi me ver. Acho que ele não gosta
mais de mim.
- Minha querida Lexi. – Isabella disse, tomando cuidado com
suas palavras e mantendo um sorriso ela suspirou e continuou. – Eu lhe
expliquei, que o vô Eleno é um velhote rabugento e temperamental… E depois que o tio Damon foi pro céu, ele ta
ainda mais rabugento… tenho certeza que você irá alegrar a vida dele.
A menina sorriu acanhada, insegura. Desviou sua atenção para
janela do carro.
…
Isabella estacionou o carro nos fundos da mansão, e como
clandestinas entraram em casa e foram para o andar de cima. Isabella queria
fazer uma surpresa para o velho Salvatore.
E depois de mostrar para Lexi, seu novo quarto. Isabella
deixou a menina sozinha no quarto, conhecendo seu novo espaço, sua nova vida.
- Agora tenho que ir ver meu pequeno, odeio ter de sair e
deixa-lo com a babá. – Isabella disse ao sair do quarto.
- Eu vou procurar por Emmett… - Rose disse, descendo as
escadas.
…
- Oi meu amorzinho. – Isabella entrou no quarto, encontrando
seu filho brincando com os mobiles de seu berço, enquanto a babá lia a uma
revista.
- Ola senhora Salvatore. – A babá levantou-se, guardando a
revista abaixo da almofada da poltrona.
- Como ele está?– Isabella perguntou indo diretamente até o
filho, o pegando no colo e recebendo risadas felizes.
- Ele esteve o tempo todo bem quietinho… - A jovem afirmou.
– Ele mal da trabalho.
Isabella conferiu as fraudas de seu filho, cheirou o menino,
como uma mãe loba. Reconhecendo seu filhote, analisando os cuidados. Mas
estava muito bem perfumado e com fraudas limpas e secas.
Enquanto dava de mamar para seu bebê, ela acarinhava a
cabecinha de seu filho, que já não era desprovida de cabelo, como era quando
ele nasceu.
O lindo Christian crescia forte e saudável a cada dia, se
tornando um bebê gordinho, de bochechas rosadas e olhos verdes como os da mãe.
E sempre sorridente.
- Ele esta tão lindo. – Rose disse, chegando ao quarto sem que
Isabella percebesse sua chegada.
- Esta sim… - Isabella confirmou orgulhosa.
- Emmett e o tio Eleno estão se dando muito bem… estão numa
partida animada de xadrez. –
- Imagino o quanto animada. – Isabella debochou, lembrando o
quanto o tio Eleno fazia Damon se sentir ocioso com estes jogos. Ela sentia
saudade dele todos os dias, em tantos momentos.
Passaram-se alguns minutos e Rose apenas observava Isabella
amamentar e cuidar do filho até que ela tomasse coragem de dizer o que
pretendia.
- Eu não queria dizer isto desta mandeira… mas imaginei
várias formas de começar isso e…
- Não! – Isabella á interrompeu, sabendo onde aquela conversa
chegaria.
- Isa… desculpa, mas você sabe. Lhe apoio em tudo, mas não
posso deixar de dizer isso, você esta cometendo erros…
- Por favor Rose. Eu não posso… não suportaria mais
decepções, não posso expor meu filho a isso e…
- Ele mudou! – Rose exclamou, sem dar chances para desculpa
de Isabella. – E você sabe o que ele estava fazendo no hospital naquele dia… é
um direito dele poder saber mais sobre este menino…
- Não eu sei. – Isabella disse de cabeça baixa, encarando o
filho que acabará de colocar no berço.
- Não minta pra si mesma. Todas sabem… e você não pode ser
diferente.
Isabella chorava quando Rose a abraçou por trás, e beijou a
bochecha da amiga.
- Você tem de se dar uma segunda chance… tem de dar a
‘’ele’’ uma segunda chance de participar no minimo da vida desta criança… ele
já esperou tanto, já foi tão paciente…
- Eu sei. – Isabella disse por fim, limpando suas lágrimas.
É um crime, eu estou
agindo errado
Oh, ele está sob minha
pele
Só me dê algo para me
livrar dele
Eu tenho uma razão
agora para enterrar isto vivo
Outra mentirinha
(Trecho da música Skin - Alexz Johnson)
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